A Código Não Binário esteve presente na mesa de encerramento da Redes WeGov, evento referência em gestão pública realizado em Florianópolis (SC). A mesa debateu o uso da inteligência artificial no setor público e suas implicações sociais. Trouxemos para o centro da conversa a crítica ao colonialismo digital em curso, que opera pelo extrativismo de dados, pela concentração de poder e pelo apagamento de saberes periféricos.
Nossa fala evidenciou como as tecnologias generativas, especialmente as IAs, não são neutras. Elas carregam a lógica do capital e reproduzem desigualdades raciais, de gênero e territoriais. Ressaltamos também o impacto ambiental desses sistemas, cujas infraestruturas consomem recursos naturais de forma predatória e silenciosa.
Participar da WeGov foi reafirmar que inovação pública só faz sentido se estiver comprometida com justiça social, soberania digital e inclusão real. Tecnologias para o governo devem ser ferramentas de libertação, não novas formas de vigilância ou exclusão.
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